Coleta clandestina de lixo é discutida na Câmara de Vereadores de Joinville

 

A Comissão de Urbanismo debateu nesta terça-feira (12) denúncia de coleta clandestina de lixo reciclável em Joinville. Caminhões não autorizados estariam recolhendo os resíduos antes dos veículos da Ambiental, a prestadora do serviço paga pelo contribuinte. A ação deles, somada à pouca separação do lixo nas residências, diminuiu os estoques de materiais das cooperativas de reciclagem.

O diretor de Operações da Ambiental, Jurandir da Silva, afirmou que a empresa não pode fazer nada para coibir a “clandestinidade”, já que não tem poder de polícia. O representante da empresa confirmou diminuição da quantidade de lixo recolhida, que é de 780 toneladas por mês, em média, mas já foi de 1200 toneladas mensais. “Acreditamos que o caminho para acabar com o problema seja o de caracterizar que o lixo reciclável é propriedade do município”, disse Silva.

Famílias de recicladores estão preocupadas com queda na renda

Para o coordenador da cooperativa Associação Ecológica de Recicladores e Catadores de Joinville (Assecrejo), Severino Nunes, a cooperativa está recebendo atualmente 90 toneladas mensais de resíduo reciclável, sendo que tem capacidade para 150. Dezoito famílias dependem da renda da cooperativa. “Se os caminhões clandestinos continuarem tirando essa fonte de renda, vai ficar ainda mais complicado”, afirmou.

 


   	
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