Foi grande a repercussão da entrevista realizada pela Gazeta de Joinville com o ex-prefeito Marco Tebaldi. Tanto no jornal impresso, quanto no site da Gazeta, os números surpreenderam. Na internet, os acessos praticamente dobraram e a Gazeta on line pulou de 10° para 7° no ranking dos jornais eletrônicos mais vistos de Santa Catarina.
Tamanho interesse se deve principalmente ao ineditismo da entrevista, já que o ex-prefeito nunca havia falado com a Gazeta, a qual, ele acusava de ser crítica ao seu governo. Na verdade, o ex-prefeito preferia falar aos órgãos de imprensa alinhados com sua gestão e que só refletiam o lado positivo de sua administração. Graças a independência financeira e editorial, este jornal faz o que se espera de toda a imprensa livre e democrática: que fiscalize os poderes e denuncie eventuais irregularidades.
Foi através desta Gazeta que o joinvilense pôde saber, com exclusividade, dos atos criminosos de Norival Silva, preso enquanto exercia o cargo de secretário de Saúde do governo Tebaldi. O jornal mostrou também absurdos da gestão anterior como o uso das formas e cores de tucanos, símbolo do partido de Tebaldi, para cobrir os ginásios das escolas municipais. Ao invés de perceber as denúncias como legítimas ao papel da imprensa e tentar corrigir as irregularidades, Tebaldi preferia criticar o jornal. O resultado foi o desgaste irreversível do seu governo que terminou com apenas 33% de aprovação popular.
Ao passo da verdade, no aspecto ético e moral, a atual gestão de Carlito Merss não é melhor que a anterior. Desde que assumiu, Carlito tem frustrado aqueles que apostaram na mudança, já que preferiu seguir o caminho nefasto das mentiras e dos esquemas ilícitos. |