| Em menos de um ano
o governo de LHS foi acometido por dois grandes escândalos:
primeiro, a prisão em flagrante do assessor da Secretaria
da Fazenda Aldo Hey Neto com malas de dinheiro, que somavam dois
milhões de reais, e agora a denúncia da Polícia
Federal de que o presidente da Santur, o vereador Marcílio
Ávila (PMDB), nomeado pelo governador estaria envolvido
na venda de licenças ambientais na operação
conhecida como Moeda Verde. Ávila só não
foi preso porque estava na Argentina. No entanto, foi mantido
no cargo e só foi desligado da Santur após ser cassado
no último dia 3 de julho pela Câmara de Vereadores
da Capital.
No caso de Aldo Hey Neto, o governador Luiz Henrique alegou desconhecimento
da índole do assessor e culpou seu afilhado Rodrigo Bornholdt
pela indicação do professor que implantou o Programa
de Compensação de Exportações (Compex).
Mas, Marcílio Ávila, peemedebista com trânsito
livre pelos corredores do Centro Administrativo, Luiz Henrique
conhecia muito bem, como conhecia Adelor Vieira, envolvido na
Máfia dos Sanguessugas e hoje recém-nomeado para
a Casan. O governador também conhecia Marco Aurélio
Marcucci, que mesmo indiciado por peculato foi reconduzido ao
cargo de delegado regional de Joinville e só foi desligado
após a sua prisão. Todos contaram com o apoio irrestrito
do governador para ocupar e manter seus cargos.
Por isso, soa estranha a declaração do governador
transmitida por seus interlocutores do rádio de que os
pré-candidatos a prefeito de Joinville não estão
à altura do cargo. A posição sobre Rodrigo
Bornholdt já era conhecida. Ficou claro com a sua exclusão
dos círculos próximos do governador após
o caso Aldo Hey Neto. Mas, a desqualificação de
Darci de Matos pegou de surpresa o eleitor joinvilense. Afinal,
o que LHS vê em Darci que o torne menor que os seus outros
escolhidos como Adelor, Ávila e Marcucci?
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