| O Shopping Mueller
conseguiu uma liminar na Justiça para que o Procon não
possa fiscalizar o desrespeito do estabelecimento à lei
estadual nº 13.348/05 na última sexta-feira.
A lei determina que shoppings, bancos e supermercados isentem
o cidadão que consumir dez vezes o valor do custo de pagar
a utilização do estacionamento, contanto que este
permaneça até 90 minutos no lugar. Porém,
mesmo sem fiscalização, a lei deveria ser cumprida.
“Eles continuam desrespeitando a lei”, reforça
o gerente do Procon, Nathanael Rocha. Mesmo impedido de atuar,
o órgão de defesa do consumidor está procurando
uma forma de impedir que o cidadão não continue
a ser lesado.
A decisão judicial que determina que o Procon não
pode fiscalizar o estacionamento deverá receber parecer
do Ministério Público, como também determinou
o juiz. O promotor estadual Genivaldo da Silva deverá se
manifestar sobre o caso e já adiantou que a liminar não
diz que o shopping não tem que obedecer a lei. Ele sugere
ao público que guarde suas notas fiscais de consumo e de
estacionamento para reparação futura.
Controladores presos por sonegação
fiscal e corrupção ativa, ano passado
A questão do estacionamento não é a primeira
em que o Shopping Mueller tem seu nome circundado por ações
ilegais. No ano passado, os proprietários do shopping,
os uruguaios Isidoro Rozenblum Trosman e seu filho Rolando Rozenblum
Elpern foram presos em uma operação da Polícia
Federal por sonegação fiscal da ordem de R$ 150
milhões. Para piorar, a dupla criminosa fugiu e ainda não
foi encontrada.
Conforme a Folha de S. Paulo, em junho de 2006, a Operação
Pôr-do-Sol, da Receita Federal e Polícia Federal,
prendeu os empresários da família Rozenblum em Curitiba.
Pai e filho controlavam por meio de terceiros o Shopping Mueller
de Joinville, a fabricante de bicicletas e motos Sundown, a construtora
Casa Construção e a distribuidora de malas e artigos
para viagem Ika. Todas essas empresas sonegaram impostos no esquema
que durou dez anos.
Cinco meses depois da prisão os Rozenblum foram condenados
pela Justiça Federal do Paraná por formação
de quadrilha, contrabando, corrupção ativa e crimes
contra a ordem tributária e o sistema financeiro. O filho
Rolando pegou 14 anos de reclusão, enquanto que o pai Isidoro
19 anos.
Porém, no último dia 3 de julho, os donos do Mueller
fugiram do Hospital Santa Cruz, em Curitiba, onde estavam internados.
Eles foram transferidos do Complexo Médico Penal para o
hospital devido a problemas médicos. O filho até
precisou passar por uma cirurgia de emergência e Isidoro
apresentou isquemia cardíaca. Ambos chegaram desnutridos,
perderam 14 quilos em seis meses. Eles haviam feito operação
para redução do estômago. Mesmo com o quarto
vigiado 24 horas por dia, os dois escaparam e permanecem foragidos.
Um mandado de prisão foi expedido naquela mesma semana.Com
a fuga, o advogado dos Rozenblum, César Bittencourt, renunciou
à defesa por discordar da escapada. “Houve uma quebra
de confiança”, afirmou à Folha de S. Paulo.
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