| Quem contava com
o Festival Gospel Shaback como programação para
o fim de semana teve a surpresa de receber a noticia do cancelamento
do show poucas horas antes do horário previsto para o início
do evento. Quem já havia comprado os ingressos e mesmo
quem deixou pra comprar na hora, ficou sem entender o que tinha
levado tal ação. O evento estava sendo anunciado
como um dos maiores festivais de musica gospel da cidade, embora
não contasse com o apoio formal da Igreja. "A Assembléia
de Deus não apoiou, de jeito nenhum, o evento. Inclusive
com restrições para seus membros irem", afirmou
Pastor Anthonio Siqueira.
A nota de esclarecimento dos organizadores
foi divulgada apenas na noite de sábado e questionava o
não cumprimento dos contratos por parte das bandas. São
nomes de grande conceito no cenário evangélico nacional,
como é o caso do “Diante do Trono”.
Segundo essa mesma a nota do produtor
Torquato Maia, o cancelamento ocorreu como conseqüência
à quebra de contrato com as bandas, a falta de comunicação
entre empresários e a organização do evento.
Mas, o principal motivo teria sido a falta de dinheiro para honrar
os compromissos firmados com os fornecedores do evento.
Maia relata que uma sucessão
de acontecimentos que se iniciaram nas últimas semanas
envolvendo a contratações de empresas, de som e
montagem de palco, específicas e exigidas pelo grupo “Diante
do Trono” e outras exigências contratuais desse e
de outros ministérios. "Valores abusivos de cachês,
exigências contratuais sem nexo serviram para o fracasso
desse empreendimento. O “Diante do Trono”, por exemplo,
exige hospedagem em hotel da melhor categoria da cidade, além
de 45 seguranças e 15 carregadores a sua disposição
durante todo o período do evento", afirmou o organizador.
Grupo contesta
Mas em comunicado oficial no site,
o Ministério de Louvor Diante do Trono contesta os pontos
apresentados por Maia contra o Diante do Trono. "É
a primeira vez em dez anos que isso acontece e ficamos extremamente
tristes. Cremos que muitas pessoas realizam eventos para abençoar
uma cidade, região. Louvamos a Deus por pessoas que tem
esse coração e encorajamos essa postura. Porém
existem outros que realizam eventos para abençoar e também
gerar receita, ou seja, ter lucro", ressalta o grupo.
As exigências pelos fornecedores
foram explicadas que seria uma garantia visando à qualidade
do show, já que confiavam no trabalho destas empresas.
A Pastora Ludmila Ferber também cancelou sua participação
no evento em cima da hora, alegando os seguintes motivos: a quebra
de contrato e a falta de comunicação com os organizadores.
Mas nega que a atitude tenha sido influenciada pela desistência
do Diante do Trono. "Nossa postura não foi determinada
pela participação ou não de outros ministérios,
mas pela falta de cumprimento dos termos acordados e previamente
estabelecidos em contrato, além da falta de comunicação
conosco", confirma assessoria da Pastora.
Cerca de 4 mil ingressos haviam
sidos vendidos antecipadamente nas livrarias evangélicas
na cidade, sendo que a estimativa de público era de 30
mil. A devolução do dinheiro ainda não foi
determinada pela organização. Maia pede paciência
e diz que em breve apresentará uma estratégia para
devolver o valor do bilhete e não descarta a possibilidade
de realizar outro festival como solução. O público,
na maioria jovem, desaprova essa idéia, afirmando que só
comparecem se o evento for organizado por outra empresa.
Os cancelamentos do festival trouxe
transtorno aos organizadores, fornecedores, grupos que se apresentariam
e principalmente ao público que reclama da falta de eventos
na cidade e acredita que fatos lastimáveis como este atrapalham
ainda mais a imagem de Joinville diante o cenário musical
gospel do Brasil.
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