| Mais um jovem de família
tradicional da cidade demonstra que não se preocupa com
a segurança, com o próximo e muito menos em obedecer
as leis de trânsito. Após o famoso caso de Felipe
Hansen, agora foi Carlos Eduardo Kontopp, 25 anos, o novo transgressor
pego pela polícia. Às 20 horas de domingo, 12 de
agosto, ele foi preso pela Polícia Militar (PM) embriagado
após bater em dois veículos e capotar com a sua
Parati na rua Expedicionário Holz. Por sorte não
perdeu a vida. Os policiais deram voz de prisão e o levaram
para a Central de Polícia, apreenderam sua Carteira Nacional
de Habilitação (CNH) e o veículo foi notificado
e recolhido.
Depois de beber exageradamente, Carlos Eduardo
Koentopp entrou em alta velocidade na Expedicionário Holz;
perdeu o controle e colidiu o seu Volkswagen Parati placa MAY-1876
contra um Peugeot 407, placa MBO-7656, e um Renault Scénic,
placa MCC-9717, e parou somente após chocar-se com uma
árvore. A polícia o encontrou cambaleante, chorando
muito e falando “palavras desconexas”, de acordo com
o flagrante entregue ao Fórum de Joinville.
Para se livrar da prisão, o filho
de família abastada pagou R$ 1.500 de fiança. A
ação foi efetuada pelos policiais militares Valdecir
José Schappo e o sargento Ronda Sampaio. A testemunha foi
o outro PM Alexsandro Sampaio. Koentopp foi preso em flagrante
enquadrado no art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro
(CTB), que cita como crime: “Conduzir veículo automotor,
na via pública, sob a influência de álcool
ou substância de efeitos análogos, expondo a dano
potencial a incolumidade de outrem: Penas - detenção,
de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição
de se obter a permissão ou a habilitação
para dirigir veículo automotor”.
Koentopp agora vai se submeter
a um processo penal. De acordo com o flagrante, o jovem não
pode mudar de residência nem ficar por mais de oito dias
fora da cidade sem comunicar a autoridade. Caso descumpra a ordem,
quebrando a fiança, nova prisão será decretada.
Pesquisas demonstram a
periculosidade
de dirigir embriagado
Não é mais novidade que o
abuso do álcool é o fator que mais contribui com
acidentes e mortes no trânsito. Segundo pesquisa publicada
no mês passado pela Universidade de Brasília (UNB),
44,8% das vítimas de trânsito em 2005 estavam com
nível alcoólico acima do permitido pelo Código
de Trânsito Brasileiro: 0,6 grama de álcool por litro
de sangue. O jovem Koentopp teve sorte, mas deve sofrer as penas
pela transgressão da lei. A quantidade determinada pelo
código equivale a duas latas de cerveja, ou três
chopes, ou duas taças de vinho, ou ainda duas doses de
destilado.
Desde 1995 até 2005, 5.844 pessoas
morreram em virtude de colisões, batidas ou atropelamentos.
Destas, quase metade mostrou transgressões à lei
de trânsito, que diz respeito às bebidas alcoólicas.
Das 84 vítimas de capotagem, 45 foram submetidas ao exame,
o qual acusou que 57,8% estavam embriagadas. Sem responsabilidade,
vários jovens não obedecem às regras estabelecidas
e passam muito do permitido, contribuindo para o aumento dessas
estatísticas.
Os números demonstram ainda que 27%
dos acidentados têm idade entre 20 e 29 anos e em sua maioria
são homens e solteiros. A maior parte dos acidentes acontecem
nos finais de semana, à noite ou de madrugada, como o foi
com o jovem Koentopp.
De acordo com números apresentados
na Primeira Semana das Nações Unidas para a Segurança
no Trânsito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),
em maio de 2007, 70% dos acidentes com mortes estão ligados
ao consumo de álcool, as vítimas são na maioria
de 18 a 26 anos e 72,1% das mortes entre jovens são causadas
por acidentes de trânsito, homicídios e suicídios.
Além disso, Santa Catarina, juntamente com Tocantins e
Mato Grosso do Sul, lidera o ranking dos maiores óbitos
em acidentes de trânsito.
Felipe Hansen também
teve problemas
Jovens bem nascidos enrolados com drogas,
acidentes e crimes não é novidade em Joinville,
apesar da pouca atenção dada pela mídia quando
sobrenomes importantes aparecem nos relatórios policiais.
Às 3 horas da manhã de domingo, 31 de julho de 2005,
o herdeiro do falecido Carlos Roberto (Cau) Hansen, ex-presidente
da Companhia Hansen, atual Tigre, foi preso em flagrante por tentativa
de suborno com um cheque de R$ 400,00. Felipe Hansen, na época
com 26 anos, estava com cinco papelotes de cocaína dentro
de sua Mitsubishi Pajero, na rua Tuiuti, bairro Aventureiro. Na
hora do ocorrido, o rapaz mostrava-se embriagado e alterado, segundo
a polícia.
Após a prisão que
não dava direito a fiança, Felipe Hansen foi internado
no hospital da Unimed. Ele ficou preso até a sentença,
já cumprida. |