| A verdade, que
segundo a bíblia nos liberta, deveria ser a primeira premissa
na vida dos religiosos. Quando se oculta, ela acaba nos aprisionando
na farsa, na mentira e no descrédito. Há mais de
cinco meses os pastores adventistas estão devendo à
sociedade e a seus fiéis a maior de todas as suas obrigações:
a verdade.
Não dá para agir como os antigos católicos
que colocavam as conquistas materiais e a busca do poder acima
dos ensinamentos cristãos. Não dá para agir
como os fundadores da igreja Renascer em Cristo, que falam em
martírio ao serem condenados que sofreram por tráfico
de dólares nos Estados Unidos.
A Igreja Adventista precisa reparar o erro de faltar com a verdade,
de ser cúmplice da maior farsa policial que a cidade viveu
nos últimos tempos.
A morte acidental da pequena Gabrielli Eicholz no interior do
templo adventista no dia 12 de março deste ano permanece
como uma chaga aberta. O médico legista João Koerich,
responsável pela autópsia da menina, revelou para
esta Gazeta que “não houve estupro nem atentado violento
ao pudor e a causa da morte foi afogamento”.
No site oficial da Igreja, a morte acidental já havia sido
noticiada mas misteriosamente foi retirada do ar. Os pastores
preferiram que outro ficasse com o ônus da tragédia.
Deixaram que um servente fosse acusado de assassinar e violentar
a menina mesmo sabendo a verdade que ocorrera no interior do templo.
Impuseram a lei do silêncio aos seus fiéis e as enfermeiras
que socorreram Gabrielli ainda na igreja, contrariando o próprio
slogan “Quebrando o silêncio”, tema da campanha
anual adventista.
Fizeram tudo para que a verdade não fosse revelada, endossando
uma farsa que envergonha a todos que acreditam na justiça
e na verdade.
Até quando?
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