A pesquisa
Gazeta/Univali mostra o retrato do momento político, as
tendências da corrida eleitoral, mas também uma certeza:
a eleição para escolha do futuro prefeito de Joinville
precisará de dois turnos para ser decidida, ao contrário
do que aconteceu em 2004.
O pré-candidato Darci de Matos (DEM) com 29,71 pontos percentuais,
Carlito Merss (PT) com 23,64 % e Kennedy Nunes (PP) com 21,73%
disputam as primeiras posições, mas nenhum deles
teria votos suficientes para resolver o pleito em turno único.
O médico José Aloísio Vieira, o Xuxo, ventilado
para concorrer pelo PPS foi citado por 4,58% dos entrevistados
e o peemedebista Mauro Mariani por 3,09%. O engenheiro Rogério
Novaes (PV) e Cleidemir Gaio (PR) marcaram menos de um ponto percentual.
O nome do vice-prefeito Rodrigo Bornholdt, virtual candidato do
PDT, não figurou no disco da pesquisa estimulada e sua
performance, portanto, não pode ser identificada nesta
primeira pesquisa Gazeta/Univali.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 7, 8 e 9 deste mês
com 938 pessoas em todos os bairros de Joinville. A pesquisa está
registrada e devidamente autorizada pelo juiz eleitoral da 96ª
Zona Eleitoral sob o número 19377/2008, em conformidade
com a lei 9504/97 e o artigo 5º da Resolução
22623 do TSE. A margem de erro amostral é de 3,27 pontos
percentuais.
Oposição na frente
Darci de Matos, homem que em Joinville representa a política
de Jorge Bornhausen além do compromisso de manter a continuidade
da administração Marco Tebaldi, está praticamente
sozinho em um pólo da disputa, enquanto do outro lado,
representando a oposição estão coesos o petista
Carlito Merss, o progressista Kennedy Nunes, além do próprio
Rodrigo Bornholdt (que não foi pesquisado). A soma de Carlito
e Kennedy alcança nesta primeira pesquisa 45,31% contra
os 29,74% de Darci. E ainda que Darci receba a adesão do
eleitorado de Xuxo e Mariani, o total alcançaria 37,41%.
A pesquisa também mediu a rejeição dos pré-candidatos.
Do total pesquisado, 9,28% não votariam em Darci de Matos,
11,19 rejeitam Kennedy Nunes e a rejeição de Carlito
Merss está em 20,9%.
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Quem é quem
Darci,
ex-assessor do deputado estadual José Carlos Vieira, ex-presidente
da Câmara de Vereadores e atual deputado estadual é
o candidato mapeado para seguir os passos de Marco Tebaldi. Toda
a estrutura da Prefeitura está a sua disposição
para busca de apoio e votos. Mas, assim como Tebaldi pode ser
considerado seu melhor, pelo potencial do apoio, também
pode ser considerado o seu pior, considerando aí a rejeição
de uma administração marcada por denúncias
de corrupção (com cheque depositado na conta particular
e escândalos na Saúde) e despotismos (como mandar
quem reclama para o fim da fila e aproveitar a arquitetura de
obra pública para sua exaltação pessoal,
à custa do erário). Na evolução das
pesquisas vamos poder conferir a evolução do desempenho
do pré-candidato.
Por
seu turno, com 23,67% na intenção de votos segue
o deputado federal Carlito Merss, que nesta eleição
poderá contar com o bom momento vivido pela economia do
País sob a administração do presidente Lula.
Ao contrário de quatro anos atrás, desta vez Carlito
vai encontrar um eleitorado satisfeito com o salário mínimo
sobrevalorizado e desemprego em baixa. Passar a imagem de principal
interlocutor do presidente Lula para a região pode estar
entre suas estratégias.
E
o deputado Kennedy Nunes também está
no páreo. Ex-vereador, jornalista e comunicador experiente,
Kennedy conquistou uma vaga na Assembléia Legislativa no
pleito de 2006 e logo ganhou destaque como líder partidário
e atuação firme e crítica na oposição.
É campeão na intenção de votos dentre
os evangélicos, garantindo para si um a cada dois votos,
mas também não faz feio dentre católicos.
Os outros candidatos
O
médico José Aloísio Vieira,
o popular Xuxo, que nesta eleição debuta na política
pelo PPS, larga na seqüência de pesquisas Gazeta/Univali
com 4,58%, um percentual ainda pequeno para quem tem pretensões
de figurar dentre os escolhidos para o segundo turno, mas que
surpreende quando se leva em conta que o PPS ainda está
longe da estrutura dos grandes partidos. Na verdade, os quase
5% do eleitorado que optou pelo irmão do deputado José
Carlos Vieira (DEM) vê nele o médico bonachão
e simpático, qualidades potencializadas pela exposição
do trabalho da Pró-Rim, entidade que dirige.
O
pré-candidato do PMDB, o deputado federal e secretário
de Estado da Infra-estrutura Mauro Mariani larga
na seqüência de pesquisas Gazeta/Univali com 3,09%,
índice pequeno para um partido de história em Joinville,
e que já foi governo reiteradas vezes com Pedro Ivo Campos,
Wittch Freitag e Luiz Henrique da Silveira; mas, desde a ascensão
de Marco Tebaldi e seu PSDB que o partido está definhando.
Há muito que o partido não elege nenhum deputado
estadual e no último pleito nenhum dos candidatos do partido
conseguiu vaga na Câmara dos Deputados. As esperanças
dos peemedebistas para retornar ao poder estão nas qualidades
individuais de Mariani, deputado com eleito com mais de 170 mil
votos e do carisma de sua pretensa vice na chapa, a vereadora
Tânia Eberhard. No entanto, Mariani ainda é pouco
conhecido e, claro, seu índice pode vir diferente na próxima
rodada da pesquisa.
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