O acidente
envolvendo um garoto de 11 anos, que soltava uma pipa na Vila
Paranaense, zona leste de Joinville, ocorrido na semana passada,
reacende a discussão sobre os cuidados que se deve ter
ao soltar pipas. Em Joinville, o número de ocorrências
envolvendo crianças, pipas e eletricidade chama a atenção.
De acordo com o gerente regional da Celesc, Eduardo Cesconeto
de Souza, no ano passado foram registradas 200 ocorrências,
em que a pipa causou curto-circuito. “Essa brincadeira tem
que ser feita em lugares onde não há rede elétrica.
Nesse ano mais de 47 acidentes envolvendo pipas já foram
registrados, por sorte ninguém morreu, mas choques sempre
são freqüentes”, alerta.
Cesconeto comenta também que esse tipo de acidente é
mais comum nos bairros mais distantes do centro. “Geralmente
as ocorrências acontecem nas periferias, como nos bairros,
Jardim Paraíso, Comasa, Espinheiros, Jardim Edilene, Morro
do Meio, entre outros. Se uma linha de pipa estiver molhada ou
com o cerol e encostar no fio de energia, as conseqüências
podem ser trágicas, indo desde queimaduras até a
morte”.
O acidente, na semana passada, não foi motivado por energia
elétrica, mas os moradores da região denunciam que
é comum ver as crianças empinando papagaios que
ficam presos nos fio de alta tensão. “Os garotos
do bairro sempre empinam pipas nas ruas sem se preocuparem com
as residências e a fiação elétrica.
Quando caem eles se arriscam para recuperá-las. Muitos
insistem em brincar assim, basta olharmos os fios de luz para
percebermos que as pipas sempre enroscam, comprometendo a segurança
de todos”, conta uma moradora do bairro, Ana Rita de Souza.
Sorte salvou menino, diz bombeiro
Felipe de Souza Branco, de 11 anos, brincava com uma pipa na rua
Altair, quando a pipa caiu dentro uma residência. Na tentativa
de recuperá-la, o garoto subiu no muro que tinha lanças
pontiagudas e quando estava prestes a alcançá-la,
ele escorregou e teve a barriga perfurada por uma das lanças.
A equipe do Corpo de Bombeiros Voluntários foi chamada
e a guarnição teve que serrar a lança para
conseguir remover o menino, que foi levado às pressas para
o hospital e após receber cuidados médicos, foi
liberado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o menino teve muita
sorte, uma vez que a perfuração atingiu apenas a
pele. Os bombeiros alertam que acidentes envolvendo pipas são
muito comuns.
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