Acidente
 
19.06.2008
Soltar pipas: depois da diversão, vem o perigo
 
Windson Prado
 

O acidente envolvendo um garoto de 11 anos, que soltava uma pipa na Vila Paranaense, zona leste de Joinville, ocorrido na semana passada, reacende a discussão sobre os cuidados que se deve ter ao soltar pipas. Em Joinville, o número de ocorrências envolvendo crianças, pipas e eletricidade chama a atenção. De acordo com o gerente regional da Celesc, Eduardo Cesconeto de Souza, no ano passado foram registradas 200 ocorrências, em que a pipa causou curto-circuito. “Essa brincadeira tem que ser feita em lugares onde não há rede elétrica. Nesse ano mais de 47 acidentes envolvendo pipas já foram registrados, por sorte ninguém morreu, mas choques sempre são freqüentes”, alerta.

Cesconeto comenta também que esse tipo de acidente é mais comum nos bairros mais distantes do centro. “Geralmente as ocorrências acontecem nas periferias, como nos bairros, Jardim Paraíso, Comasa, Espinheiros, Jardim Edilene, Morro do Meio, entre outros. Se uma linha de pipa estiver molhada ou com o cerol e encostar no fio de energia, as conseqüências podem ser trágicas, indo desde queimaduras até a morte”.

O acidente, na semana passada, não foi motivado por energia elétrica, mas os moradores da região denunciam que é comum ver as crianças empinando papagaios que ficam presos nos fio de alta tensão. “Os garotos do bairro sempre empinam pipas nas ruas sem se preocuparem com as residências e a fiação elétrica. Quando caem eles se arriscam para recuperá-las. Muitos insistem em brincar assim, basta olharmos os fios de luz para percebermos que as pipas sempre enroscam, comprometendo a segurança de todos”, conta uma moradora do bairro, Ana Rita de Souza.

Sorte salvou menino, diz bombeiro

Felipe de Souza Branco, de 11 anos, brincava com uma pipa na rua Altair, quando a pipa caiu dentro uma residência. Na tentativa de recuperá-la, o garoto subiu no muro que tinha lanças pontiagudas e quando estava prestes a alcançá-la, ele escorregou e teve a barriga perfurada por uma das lanças.

A equipe do Corpo de Bombeiros Voluntários foi chamada e a guarnição teve que serrar a lança para conseguir remover o menino, que foi levado às pressas para o hospital e após receber cuidados médicos, foi liberado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o menino teve muita sorte, uma vez que a perfuração atingiu apenas a pele. Os bombeiros alertam que acidentes envolvendo pipas são muito comuns.