Na manhã
da última terça-feira (24), foi feito o flagrante
de um caminhão contratado pela Prefeitura de Joinville
entregando móveis da Secretaria da Educação
no escritório do deputado Darci de Matos. Surpreendidos
pela reportagem da Gazeta, os envolvidos no ilícito agiram
como se fosse algo sem importância o fato de retirarem do
almoxarifado da Prefeitura móveis doados para creche municipal
e destiná-los a um pré-candidato apoiado pelo prefeito
Marco Tebaldi .
O motorista do caminhão e
a chefe do almoxarifado disseram que cumpriam ordens para que
os móveis doados para as crianças carentes da cidade
fossem levados para o local conhecido como a mansão do
Darci. A gerente da unidade administrativa da Secretaria de Educação,
Walkíria Lídia Lennert, filiada ao PSDB, em conversa
gravada, admitiu a ilegalidade e tentou minimizar o fato, afirmando
que os móveis levados serviriam a uma amiga contratada
para trabalhar na mansão.
O que aconteceria se um servidor (comum, simples, de serviços
gerais) resolvesse avançar no almoxarifado da Prefeitura
e levar alguns utensílios para seus amigos ou parentes?
Seria processado e possivelmente condenado à prisão.
Mas, quando funcionários comissionados pilham bens públicos
com caminhão pago pelo erário para “atender”
a um pré-candidato a prefeito, o que acontece? Nada.
Talvez uma pista para explicar a
impunidade destas pessoas que usam a máquina pública
escancaradamente venha de outra declaração da gerente
da Secretaria da Educação, também gravada,
em que ela afirma: “Eu toco direto com o Tebaldi onde ele
precisar de mim.”
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