O silêncio finalmente foi quebrado. Edina Adriana Ribeiro resolveu contar à família o que realmente aconteceu naquela manhã.
O que Edina contou aos pais e irmãos passou a ser a única versão oficial até agora. O irmão de Edina, Rodrigo Tomé Souza, 22 anos, relatou com exclusividade os detalhes do acidente. Rodrigo afirmou: “Agora nós sabemos a verdade”.
O irmão revela que tudo não passou de um lamentável acidente e descreve o que a irmã contou aos familiares. Segundo a versão de Edina, a menina não quis permanecer em um carrinho, e ao ser retirada pela mãe, começou a se debater fazendo com que Edina perdesse o equilíbrio e deixasse a filha cair. Já sem estabilização e na tentativa de segurar novamente a filha, Edina também acabou caindo. “Ela (Tiffany) não quis ficar no carrinho e há testemunhas que afirmam terem visto a menina se debatendo e caindo dos braços dela (Edina). Até agora nós não sabíamos disso, nem minha esposa e nem minha outra sobrinha que estavam com ela.
Elas não viram o que aconteceu.”, descreveu Rodrigo emocionado. Essa também pode ser a explicação para os segundos que separaram uma queda da outra. Rodrigo Tomé também alega que o fato de ela ter problemas psicológicos não justifica as acusações e a precipitação da polícia. “Ela sempre foi muito cuidadosa com as filhas, até os clientes da loja dela percebiam a preocupação dela com a menina”. E concluiu: “Ela vive perguntando sobre a menina, mas nós não contamos a verdadeira situação da Tiffany para não piorar seu estado.”
A precipitação da polícia e da mídia
A versão de Edina deixa a Polícia Civil de Joinville novamente em uma situação delicada, uma verdadeira saia justa. A instituição ao perceber que a atenção da imprensa nacional estava voltada para o assunto, não resistiu aos holofotes e se precipitou em descartar a possibilidade de acidente, passando uma falsa sensação de elucidação do caso. No entanto, voltou atrás e admitiu outras circunstâncias. A situação desencadeada pela polícia aumentou ainda mais a angustia dos familiares de Edina, que naquele momento, tinham filha e neta internadas em estado grave, e conviviam aflitos com as notícias que tratavam o possível acidente como tentativa de assassinato seguida de tentativa de suicídio.
Reforço na segurança do shopping, mas só no festival de dança
O lamentável acontecimento põe em xeque a segurança nos shopping centers de Joinville, especialmente a do Shopping Mueller. A polícia alega que as câmeras de vigilância do maior shopping center da cidade não conseguiram captar o local de onde caíram Edina e a filha Tiffany. Entretanto, essa Gazeta verificou a posição em que a câmera de segurança está disposta no shopping, ela está direcionada na diagonal em relação ao ambiente.
Levando isso em conta, e considerando que uma câmera de vídeo captura a imagem em um raio de 90º, ela deveria sim ter registrado o momento do incidente, pois, não havia nenhum obstáculo que pudesse obstruir o equipamento. Também se pode observar no local em que despencaram mãe e filha, uma proteção improvisada e confeccionada com cordas.
O improviso aumentou em cerca de meio metro a proteção. Mas, as cordas não ficarão por muito tempo. Conforme a assessoria do shopping Mueller, ela somente foi instalada por sugestão do departamento de Palco Aberto do Festival de Dança de Joinville, e deverá ser retirada assim que o evento encerrar.
Investigação continua em passos lentos
A investigação do caso já está sob a responsabilidade do terceiro delegado. O primeiro foi Rubens Passos Freitas, depois Marilisa Boehm, que saiu de férias e passou o inquérito policial para Vanderlei José Alves da Silva, que demonstrou pouca intimidade com o caso. Até o final da manhã da última quinta-feira, dia 17, ele havia apenas lido superficialmente os depoimentos prestados. “Eu assumi agora e não acompanhei isso.
Eventualmente eu assisti alguma notícia na televisão”, disse justificando o pouco conhecimento no andamento das investigações.
Segundo Vanderlei, ainda estão faltando os laudos periciais do Instituto Geral de Perícias (IGP), que poderão apontar se a criança caiu ou foi arremessada. Quanto ao possível quadro depressivo da mãe, o delegado informa que isso não significa que ela tenha jogado a menina.
Já o IGP de Joinville, através da coordenadora Ruth de Souza Corrêa, informou que o laudo pericial está praticamente concluído e deverá estar nas mãos do delegado nesta segunda-feira, 21. “Estamos com o esboço da perícia pronto, apenas precisamos uma avaliação final”, informou Ruth.
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