Uma possível injustiça tem revoltado os ânimos de um grupo de dança da cidade de Piedade, São Paulo. Os bailarinos da categoria Meia-Ponta da Academia Sheilas Ballet, enviaram o material de inscrição para a categoria danças populares – conjunto infantil. Eles foram aprovados pela comissão que analisava as fitas dos grupos e foram inseridos na programação.
Na expectativa de dançar no maior Festival de Dança do mundo, os bailarinos, os coreógrafos e pais dos alunos da academia chegaram a Joinville animados. Mas o otimismo e alegria em se apresentar durou pouco, conforme conta a coreógrafa do grupo, Sheilla Santos. “Nos escrevemos em danças populares, resolvemos fazer uma dança irlandesa que usa o hard shoes, que é uma técnica que os bailarinos utilizam um sapato que faz barulho. Mandamos o vídeo e fomos aprovados na seletiva. Só que esse ano eles modificaram o regulamento, e na opinião de alguns grupos esses regulamento ficou dúbio, isso porque, não fica claro que um grupo não pode trazer sapateado na categoria de danças populares. Porque a dança irlandesa é uma dança popular folclórica da Irlanda, e ficou claro para nós que o sapateado irlandês poderia ser apresentado.
Pressão começou logo na chegada
Segundo a coreógrafa Sheilla Santos, quando o grupo chegou à Joinville as pressões iniciaram. Eles já tinham percebido o erro. A coordenação do festival falava para nós que não sabia se poderíamos ou não dançar nessa categoria. “Queriam que a gente se apresentassem na noite do sapateado. Depois de muita falação, e de dor de cabeça, decidiram que nós iríamos dançar – nessa hora a cabeça das crianças [de 10 a 12 anos] já estava a mil, imagine só, você ensaiar, viajar, chegar aqui e não apresentar? Elas são crianças – Hora eles falavam, ah não vão dançar hoje, vão dançar amanha, depois falavam não, vocês vão dançar hoje, mas vai ser anunciado que vocês não estão concorrendo... sabe o dia todo ficou nessa confusão por um erro da organização”, desabafa
Mas no fim eles subiram ao palco. “Após a apresentação não recebemos nenhuma mensão honrosa. O que não é nenhum problema, ademais quando nos escrevemos sabíamos que poderíamos ganhar ou não. O problema maior foi que após a apresentação a equipe de jurados revelou que nós formos realmente o melhor grupo, e eles deram o prêmio para nosso grupo. Porém, a organização vetou a decisão dos jurados, devido ao sapateado de nossa coreografia, o que é um injustiça. Que festival e esse gente, que organização é essa. Queremos uma resposta. Queremos o prêmio que nos pertence. Do que adianta tudo isso, vir, dançar, competir, ganhar e não receber nossos troféus, como ficará o ânimo e a auto-estima dessas crianças? Nossos filhos não podem pagar por um erro de uma organização malfeita!, questiona.
Direção resiste, mas assume o erro
“O Festival de Dança de Joinville é serio, mas cometemos sim um equívoco”. Assim começou a fala da integrante da comissão artística do 26° Festival de Dança de Joinvile, Ângela Nolf. Depois de muita conversa contando o entrave desde o início, a coordenadora assume que a comissão errou ao julgar a inscrição do grupo como Dança Popular e não sapateado.
“Nesse ano fizemos algumas modificações no regulamento. Ao que parece a professora não entendeu direito as novas normativas que dizem que nas danças populares não poderão haver sapateado. Nós também erramos quando analisamos os vídeos. Eles deveriam migrar para a categoria de sapateado e não danças populares. Eles estavam aqui, não podíamos deixar com que eles não dançassem por isso eles se apresentaram como estava na programação.
Após a apresentação a comissão achou melhor desclassificá-los uma vez que apresentaram um sapateado. Hoje [terça-feira, 22] outra reunião foi realizada onde a comissão artística resolveu se redimir do grupo dando a mençao honrosa e dançam novamente junto a quem também recebeu esse premio de incentivo”, esclarece.
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