Saúde
 
31.07.2008

Poliomielite e rubéola:
Aumenta a procura por imunização em Joinville

 
Windson Prado
 

Quem passa pela frente dos postos de saúde de Joinville já deve ter notado que a movimentação já é grande desde a última segunda-feira (29). Duas campanhas nacionais de vacinação, uma contra a poliomielite – a paralisia infantil - e outra contra a rubéola prometem vacinar 215.417 pessoas na maior cidade do Estado.

A responsável pelo setor de imunização da Secretaria de Saúde da prefeitura de Joinville, Maria Goreti de Lara Cardoso, destaca a importância das duas campanhas. “A vacinação contra a paralisia infantil já é bem conhecida pela população. Anualmente as crianças de zero a quatro anos devem tomar as duas doses da gotinha que previne a doença. A primeira etapa dessa vacinação iniciou em 14 de junho. Naquela ocasião conseguimos imunizar 35.417 crianças. Agora nossa meta é vacinar todos novamente”, destaca lembrando que o período de vacinação contra a poliomielite vai até o dia 9 de agosto.

Já com relação à vacina conta a rubéola a estratégia é outra. De acordo com Maria Goreti, essa campanha não é regular como a da poliomielite. “No ano passado o Brasil sofreu um grande surto de rubéola. A doença começou a se espalhar pelo Rio de Janeiro e atingiu 20 estados, entre eles Santa Catarina. Ao todo, 8 mil casos de contaminação foram detectados, desses 20 tiveram desenvolvimento e geraram a síndrome da rubéola congênita. Em Joinville tivemos cinco casos notificados, sendo três em mulheres e dois em homens”, explica.

Essa síndrome é silenciosa e pode causar problemas cardíacos, seqüelas neurológicas, retardo mental, cegueira e surdez. A responsável pelo setor de imunização ressalta que a rubéola é transmitida por um vírus. Desde 1992 o Ministério da Saúde começou a realizar estratégias para a eliminação da doença, vacinando as crianças de 1 anos e três meses e novamente as quatro anos de idade. Mas o problema, apesar de diminuir não foi solucionado, porque faltavam imunizar os adultos. Então iniciaram as campanhas de vacinação nas mulheres em idade férteis. Mais uma vez, o incidência diminuiu mas um foco no ano passado despertou um outro problema. Os homens ficavam contaminados e transmitiam o vírus. Por isso que agora, nesse ano o Ministério da Saúde decidiu vacinar todos, os que possuem de 20 a 39 anos, tanto homem como mulher para cumprir a meta de erradicar o vírus na América Latina até 2010”. Vale lembrar que todos os países da América Latina já fizeram esse mutirão, exceto o Brasil.

Em Joinville 180 mil devem receber vacina da rubéola

Oficialmente a campanha de vacinação contra a rubéola só inicia no dia 9 de agosto, e vai até o dia 12 de setembro. Mesmo assim, as doses já estão nos postos de saúde à espera da população. Na tarde de segunda e terça-feira, já era possível perceber a procura da comunidade pela imunização.

“Estamos trabalhando de forma atuante para vacinar a todos. Os técnicos dos postos de saúde estão orientados para quando os pais levarem as crianças nos postos para receberem a segunda dose da poliomielite, para que eles já aproveitem e se imunizem contra a rubéola.” diz a coordenadora do setor de imunização da Secreatraria de Saúde de Joinville, Maria Goreti de Lara Cardoso.

Nos postos parece que a estratégia vem dando certo. Nossa equipe visitou a Unidade Básica de Saúde do bairro Bucarein, na região central. Lá o que se viu foi uma intensa movimentação no setor de vacinas.

Esse foi o caso do representante comercial Rafael Marcos do Santos, de 24 anos. Ele na companhia da esposa Nairara de Fátima Moraes, de 28 anos, trouxeram o pequeno Arthur, de 4 meses, filho do casal, para tomar a vacina contra a paralisia infantil. E acabaram por receber também a picadinha contra a rubéola. “Vamos aproveitar e imunizar toda a família. Temos que ter a consciência que a prevenção sempre é melhor. É de graça e faz bem. Por isso todos devemos tomar a vacina”, conta dos Santos.

Quem também não escapou da vacina foi a estudante Danielle Borges, de 23 anos. “Eu trouxe a minha filha Tiffany de um ano para tomar a vacina da poliomielite, mas acabei tomando a vacina da rubéola também. Todos devem aproveitar e se vacinar para que os surtos não ocorram mais”, lembra a estudante.