Carlito Merss é o novo líder na corrida eleitoral em Joinville. A pesquisa Gazeta/Univali foi às ruas e constatou que o candidato do presidente Lula ultrapassou Darci de Matos e se isola na primeira posição com 23,4 pontos percentuais. Os questionamentos do Ministério Público sobre a rejeição de suas contas de campanha e o mais recente escândalo dos móveis da creche que acabaram em seu comitê eleitoral devem ter abalado a campanha do candidato do prefeito Marco Tebaldi: Darci de Matos, que em abril aparecia com 29,74 pontos, em junho já havia caído para 24,84 e agora despencou para 18,65%, empatando com o progressista Kennedy Nunes na segunda posição.
Margem de erro
Os pesquisadores da Gazeta/Univali fizeram 906 entrevistas válidas entre os dias 4 e 5 deste mês de agosto. A pesquisa está registrada na 96ª Zona da Justiça Eleitoral sob o número 154/2008 (Protocolo n. 75510/2008), em conformidade com o artigo 5º da Resolução 22623 do TSE. A margem de erro é de 3,32 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos.
Mauro Mariani (PMDB) desencanta e vai a 5,85%
Na quarta e quinta posição da corrida eleitoral, a pesquisa Gazeta/Univali também constatou mudanças de posições. Embora empatados tecnicamente, o gráfico mostra que o candidato do PMDB, Mauro Mariani, reagiu e passou o candidato do PDT Rodrigo Bornholdt. Em junho, Mariani aparecia com 3,28 pontos contra 6,24 pontos percentuais de Rodrigo. Agora, o candidato do governador saltou para 5,85 pontos contra 4,86 de Rodrigo.
O bom desempenho nos debates e entrevistas ainda não surtiu efeito nos números do candidato do PV, o engenheiro Rogério Novaes. Em junho, Novaes aparecia com 0,66 pontos, fração não muito diferente dos 0,99 pontos desta última pesquisa.
Como ainda mantém registro no TRE, o desempenho dos candidatos do PSTU e PSol também foram aferidos. Edílson Nunes do PSol, apesar de já ter manifestado sua decisão de desistir do pleito, aparece na pesquisa com 0,88 pontos percentuais e o candidato Darci Castro do PSTU com 0,22 pontos. Eleitores que responderam não saber em quem votar está em 16,78% e 9,71% declararam não votar em nenhum dos candidatos.
Kennedy melhor no 2º turno
Os pesquisadores da Gazeta/Univali também perguntaram como fica a disputa eleitoral no segundo turno, caso a disputa se mantenha entre os candidatos Carlito Merss, Darci de Matos e Kennedy Nunes.
No confronto entre Carlito Merss e Kennedy Nunes, o petista chega na frente com 44,92 pontos percentuais contra 38,19 pontos do progressista. Nesta simulação, 10,04% disseram que votariam em branco e 6,84% responderam não saber em quem votar ou não responderam.
Entre Kennedy Nunes e Darci de Matos, quem leva a melhor é o progressista. Kennedy venceria com 42,94 pontos percentuais contra 38,30 pontos do candidato do prefeito Marco Tebaldi. Neste confronto, 11,70% disseram que não votariam em ninguém e 7,06% não sabem ou não responderam.
Por último, caso a disputa fique entre Carlito e Darci, embora em situação de empate técnico. O relatório da pesquisa aponta que Darci deve chegar na frente com 41,39% contra 41,28% de Carlito.
Análise dos números
Conforme o professor Sérgio Saturnino Januário, responsável pelo Instituto de Pesquisas Sociais da Univali, nenhum dos candidatos à Prefeitura de Joinville tem níveis de rejeição com potencial suficiente para comprometer irremediavelmente sua campanha. No entanto, claro que a rejeição de Carlito Merss, na faixa dos 20,75 pontos percentuais e agora também de Darci de Matos, na faixa dos 13,91 pontos demandam mais trabalho dos candidatos. Na seqüência, a pesquisa também identificou que a rejeição de Kennedy Nunes está em 8,17 pontos percentuais; Mauro Mariani com 6,51%; Rodrigo com 4,97%; Darci de Castro, do PSTU, com 2,43%; Rogério Novaes com 1,43% e Edílson Nunes, do PSol, com 1,21%.
Sobre a queda do candidato do prefeito Marco Tebaldi, Darci de Matos, o professor Sérgio Saturnino Januário lembra que ele já vinha em queda, desde as primeiras sondagens. Em abril, Darci aparecia com 29,74%; caiu para 27,04% em maio e 24,84% em junho. “Era uma queda suave, dentro do erro amostral, mas que se acentuou na pesquisa de agosto”, relata, ressaltando que a constatação deve ter explicação em algum fato local, algo “contextual”, segundo ele. Lembrado sobre o caso dos móveis da creche que acabaram no comitê eleitoral do candidato, Januário concorda que é um fato marcante. “Realmente, é um fato significativo, e por estar relacionado a uma creche, moralmente tem potencial de atingir muito mais pessoas”, pondera.

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