Alguns leitores nos questionam o porquê desta Gazeta se envolver na defesa de causas que, na prática, têm poucas chances de serem vencedoras.
Questionam o resultado prático de denunciar prefeitos e vereadores que viram as costas para a moralidade pública.
Questionam as críticas do jornal aos dirigentes da segurança pública que estão muito aquém do mínimo exigível para as suas funções.
A Gazeta concorda que mudar não é fácil. Afinal, grande parte da imprensa prefere se alinhar com os governos em busca de publicidade. Não é o nosso caso.
Esse jornal abre mão da publicidade oficial, se esta vier com algemas para nossa independência. Só não abrimos mão da isenção e do dever de fiscalizar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e denunciar eventuais abusos.
Para estes que nos questionam, vale lembrar de uma história:
Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores.
Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar e, à tarde, ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar.
Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
“Por que está fazendo isso?”, perguntou o escritor.
“Você não vê?”, explicou o jovem. “A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia”.
O escritor espantou-se:
“Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma”.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor:
“Para essa aqui, eu fiz a diferença...”
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