A economia do Brasil atravessa um grande momento com um crescimento vigoroso na casa dos 5% e com inflação sob controle. O setor automobilístico, um dos principais termômetros para medir este crescimento, bate recordes seguidos de produção e venda.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no primeiro semestre deste ano, o Brasil ultrapassou a França com 2,01 milhões de veículos produzidos entre janeiro e julho, tornando-se o sexto maior fabricante do mundo.
As montadoras instaladas no Brasil irão investir neste ano o valor recorde de US$ 4,9 bilhões. Desse montante, a maior parte será aplicada em aumento da capacidade produtiva. Juntamente com a indústria de autopeças, os investimentos da cadeia automotiva vão somar US$ 20 bilhões entre 2008 e 2010.
Só a Mercedes-Bez do Brasil anunciou investimentos de R$ 1,5 bilhão para os próximos três anos, de olho na forte demanda por veículos comerciais.
Com os aportes anunciados para este ano, a capacidade instalada das montadoras irá crescer em cerca de 350 mil unidades, atingindo o volume total de 3,85 milhões de veículos. Ao final de 2009, esta capacidade já terá subido para 4 milhões de unidades.
Nesta semana, em palestra proferida na Udesc/Joinville, o diretor-geral da GM do Brasil, Adhemar Nicolini esbanjou otimismo em relação à economia do país e garantiu que a nova fábrica de motores em Joinville estará em funcionamento a partir do quarto trimestre do ano que vem.
É isso, enquanto a GM americana anuncia perda líquida de US$ 15,4 bilhões no segundo trimestre deste ano, a GM Brasil anuncia mais lucros e investimentos na nova fábrica de motores em Joinville.
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