O monstro da neblina ganha contornos e já começa a assustar a candidatura situacionista à Prefeitura de Joinville, que agora teme ser desalojada por pelo menos quatro anos do Executivo municipal. O até então comedido candidato Mauro Mariani (PMDB) deixou a condição de alvo para começar a mirar sua artilharia contra a administração do tucano Marco Tebaldi, patrocinador da candidatura Darci de Matos (DEM/PSDB). E parece que munição não faltará ao candidato peemedebista.
Animado com os últimos números das pesquisas, que lhe davam 3,28% em abril e agora lhe conferem 5,85%, e com a intervenção direta de seu padrinho político, o governador Luiz Henrique – que abonou sua troca de domicílio eleitoral de Rio Negrinho para Joinville e empresta seu prestígio à campanha – Mariani agora mira a artilharia contra o que classifica de “administração sem planejamento, sem visão e confusa”.
Depois de criticar as deficiências no sistema de saúde da cidade, de desaprovar o expediente da prefeitura, que considera insuficiente, de reprovar a estrutura defasada das secretarias regionais, Mariani questiona as “soluções paliativas” que estão sendo implantadas a toque de caixa para o trânsito na cidade.
“Esse eixão, em vez de resolver, vai concentrar ainda mais veículos na região central”, desaprova o peemedebista. “A solução é desconcentrar. Precisamos terminar as marginais na BR-101 e exigirmos a terceira faixa na rodovia. Tenho certeza de que apoio do governo federal não faltará”, propõe.
A construção de um túnel atravessando o morro do Boa Vista em conjunto com a ponte ligando o Adhemar Garcia com a região leste é outra alternativa proposta pelo peemedebista para solucionar o congestionamento no centro da cidade.
Em seus recados, Mariani também deixa bem claro que terá controle rígido para evitar corrupção em sua administração. “Para evitar esse mal, o gestor público tem que ter controle total sobre os números da administração. Uma das soluções é informatizar todas as etapas da administração. Precisamos de números para gerenciar. Isso dá clareza ao processo”, propõe.
Entrevista
Como o senhor pretende combater a corrupção?
Todos os atos da prefeitura terão total transparência para toda a sociedade, e não só para a imprensa ou órgãos controladores do dinheiro público. As contas serão abertas e colocadas à disposição. E qualquer desvio ético ou de dinheiro público será imediatamente punido. Não haverá panos quentes com a corrupção. Se ela existe na prefeitura, é porque falta transparência.
Caso o sr. seja o eleito, como será a relação da prefeitura com a imprensa?
Eu tenho um passado de trabalho e honestidade. A imprensa livre e responsável é importante para o aperfeiçoamento da democracia em qualquer lugar do mundo. Assim foi quando fui prefeito de Rio Negrinho. Se eu ganhar as eleições, a relação será estritamente institucional e igualitária com todos os órgãos de imprensa, sem privilégios, diferente da forma que acontece hoje.
A máquina pública está inchada e ineficiente. O sr. vai reduzir os cargos comissionados?
Ainda não temos os números oficiais de comissionados na prefeitura, por isso por enquanto não posso falar em cortes. Mas uma coisa é certa: a máquina pública da prefeitura passará por uma profissionalização total. Com a transformação das secretarias regionais em subprefeituras, o responsável terá que ter competência gerencial para tocar a pasta. Assim será com todos os cargos comissionados. Antes da indicação política, será analisado o critério técnico.
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