O governo Luiz Henrique tem se notabilizado por uma incomum capacidade de produzir escândalos. Logo no advento de sua administração, passou por um desgaste imenso que acabou conhecido como Escândalo do Bordel. Membros da cúpula da segurança de Santa Catarina, que relaxavam na boate da Marlene Rica, foram acusados de impedir a operação de uma força-tarefa que cumpria determinação judicial para averiguar denúncia de exploração sexual infanto-juvenil.
O escândalo seguinte quase custou a reeleição de Luiz Henrique quando, Aldo Hey Neto, importante assessor da Secretaria da Fazenda do Estado, que operava o programa de exportação Compex, foi retirado preso da sede do governo pela Polícia Federal. Em dois endereços que mantinha residência, em Florianópolis e Curitiba, a operação Dilúvio, da PF, apreendeu malas com cerca de R$ 2 milhões em dinheiro. Aldo Hey foi acusado de corrupção passiva, formação de quadrilha e advocacia administrativa.
Em janeiro deste ano, o secretário de Saúde de Joinville, Norival Silva, foi preso juntamente com o superintendente da Secretaria do Estado da Saúde, Ramon Silva, acusados de receberem propina para fraudar a seqüência de pagamentos de fornecedores.
No entanto, o processo mais grave, e ainda de conseqüências imprevisíveis, corre no Tribunal Superior Eleitoral, contra o próprio Luiz Henrique. Na suprema corte eleitoral, ficou evidente o escandaloso esquema com boa parte da mídia para garantir a reeleição de LHS, em 2006. O abuso do poder econômico foi condenado pelos votos de três ministros do TSE e só não pôs fim ao mandato do governador graças a uma repentina mudança na jurisprudência do tribunal que resolveu citar o vice Leonel Pavan, para apresentar sua defesa .
Encurralado no plano estadual e sob a sombra da degola, o governador resolveu tentar reconquistar seu domínio em Joinville. Escolheu para isso seu melhor secretário, Mauro Mariani, que vem se mantendo longe dos escândalos.
Para LHS, Joinville com Mauro Mariani pode representar um porto seguro, caso as coisas acabem dando erradas no TSE.
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