março 11th, 2012

Show do Nenhum de Nós

fevereiro 20th, 2012

Carnaval Joinville 2012

fevereiro 2nd, 2012

Terminal Marítimo

 

 

 

 

 

 

 

dezembro 26th, 2011

Não ao aumento da passagem de ônibus

dezembro 11th, 2011

Marcha contra corrupção

novembro 12th, 2011

Show do Capital Inicial – 73ª Festa das Flores

novembro 11th, 2011

Azul inaugura novo avião em Joinville


Barra Velha. Foto: Eberson Theodoro

outubro 13th, 2011

As cores da primavera

Ipê-amarelo, em tupi-guarani, significa árvore cascuda. A árvore é encontrada em todas as regiões do Brasil e suas flores aparecem logo após o início da primavera. Confira as imagens clicadas pelo fotógrafo Eberson Theodoro, na rua Blumenau, esquina com a rua Max Colin.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

outubro 3rd, 2011

Uma longa exposição

Foto feita de madrugada, com a câmera inclinada para o céu, registrando a imagem durante 11 minutos. As estrelas mostram a rotação da Terra, por isso o "risco" no céu. Abertura f/7.1 e ISO 200. Foto: Eberson Theodoro

Você já se perguntou como um fotógrafo consegue fazer aquela foto à noite parecer que foi feita durante o dia, com aqueles feixes vermelhos na rua e estrelas riscando o céu? A resposta é mais fácil do que parece, mas a técnica exige tempo e paciência. Mas eu vou explicar.

A técnica que o fotógrafo utiliza é a da longa exposição. Mas antes de explicar o que é a longa exposição, é bom que você conheça (ou relembre) o que faz a câmera registrar a imagem na hora em que você fotografa.

Existem três ajustes manuais básicos que o fotógrafo tem de se preocupar antes de fotografar (lembre-se de que um bom profissional, na maioria das vezes, esquece que existe o modo automático da câmera): a abertura do diafragma, a sensibilidade do ISO (alguns chamam de ASA) e a velocidade do obturador (que em fotografia em longa exposição, é o ajuste mais importante). Lembrando que os três ajustes devem ser pensandos em conjunto, porque um ajuste interfere no outro, na qualidade da fotografia.

Nesta imagem, há duas curiosidades, proporcionadas pela técnica: a menina que espera para atravessar a rua está "translúcida" e as três cores do semáforo aparecem acesas. Durante os 30 segundos de exposição, as três cores do semáforo apagaram e acenderem e a menina parou e saiu para atravessar a rua. Foto: Eberson Theodoro

Abertura do diafragma: o diafragma é o orifício da lente onde entra a luz, melhor dizendo, o “olho” da câmera. Como um olho humano, o tamanho da abertura do diafragma vai determinar se vai entrar mais ou menos luz. Quanto maior o a abertura, mais luz entrará e mais clara ficará a foto. Quanto menor a abertura, menos luz entrará e mais escura ficará a foto.
O tamanho da abertura é medido de um número acompanhado por “f/”. Exemplo:  a lente está com a abertura em f/2.8. Quanto menor o número que vem depois do f/, maior é a abertura do diafragma, ou seja, mais luz entrará pela lente. A abertura em f/2.8 deixa a lente bem aberta. Deve-se usar esta abertura em ambientes com pouca luz. Abertura em f/22 deixa o orifício da lente bem fechado, entrando pouca luz. Deve-se usar esta abertura em ambientes com bastante luz.

Sensibilidade ISO: antes da fotografia digital, as fotos eram “gravadas” em filmes, sensíveis a luz. O nível de sensibilidade do filme é indicado pelo ISO. Quanto menor o ISO, menor é a sensibilidade do filme, ou seja, ele precisava de pouca luz para registrar as imagens. Por exemplo, uma foto na praia, o indicado é usar filmes com ISO menor que 200 (100 ou 80). Do contrário, ambientes mal iluminados exigem filmes com maior sensibilidade (ISO 800).
Hoje, com a fotografia digital, há duas mudanças. No lugar dos filmes, que eram revelados depois de retirados das câmeras, estãos os sensores, chamados de CCD. São sensores eletrônicos instalados dentro da câmera (e não devem ser retirados!) e que registram a imagem e passam para o cartão de memória. A segunda mudança é o nível do ISO, que pode ser bem maior, passando dos 3.200 (a maioria dos filmes chegavam a 800).

Velocidade do obturador: no momento em que o fotógrafo dispara a câmera, uma espécie de cortina se abre entre o final do orifício da lente e o sensor, permitindo que a imagem que entra pela lente chegue até este sensor. Em velocidades muito rápidas, o obturador abre e fecha rapidamente. O contrário acontece em velocidades muito lentas. A cortina do obturador fica mais tempo levantada, permitindo que o sensor registre a mesma imagem por mais tempo. No primeiro caso, a entrada de luz é menor. No segundo caso, com a velocidade mais lenta, o sensor recebe mais luz.
Da mesma forma, velocidades rápidas “congelam” a imagem e velocidades lentas, muitas vezes, resultam em borrões e necessitam de um tripé. A velocidade do obturador é medida em frações de segundos. Uma velocidade de 1/500 é considerada rápida, bem como 1/320, por exemplo. Do contrário, velocidades como 1/5”, 1/25” ou 1/30″, são velocidades lentas. E existe a velocidade B (Bulbe), onde o tempo de exposição é definido pelo tempo em que o botão do obturador (botão de disparo) fica acionado.

Vejamos na prática:

Esta foto foi tirada com abertura f/25, ISO 200 e velocidade em 6s, ou seja, a câmera, fixada em um tripé, ficou com o obturador aberto durante 5 segundos, o que explica que tudo o que estava em movimento tenha ficado borrado, como os faróis dos carros.

Fotos e texto: Eberson Theodoro/Gazeta de Joinville

julho 29th, 2011

Moradores da ocupação na praça da Bandeira