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Gidion e Transtusa trocam dinheiro por favores políticos, diz empresário

Nei Silva garante que donos de ônibus compravam apoio com doações

Pivô do esquema que quase cassou senador Luiz Henrique garante que Gidion e Transtusa doam dinheiro para campanha em troca de favores. Aumento da passagem concedido por Udo renderá 5,7 milhões em 2013

Passados 9 meses depois de sua absolvição da acusação de extorsão, o empresário e autor do livro bomba “A descentralização no banco dos réus”, Ivonei Raul da Silva, o Nei Silva, ainda trava batalhas na justiça para derrubar a censura imposta através de uma ação impetrada por Armando Hess,  ex-secretário de planejamento do então governador e atual senador Luiz Henrique da Silveria (PMDB). Desde de 2010, o empresário tenta reverter a decisão da comarca da Capital no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Porém, o processo entra e sai dos gabinetes dos desembargadores sem uma deliberação.

Para Nei, o ex-secretário de planejamento apenas cumpre determinações de LHS, que foi o verdadeiro idealizador da revista Metrópole, uma publicação que de acordo com o autor, foi nutrida com recursos da Secretaria de Comunicação do governo e doações suspeitas feitas por empresários.

Armação diabólica

Sobre o episódio de sua prisão, ocorrida em 2008, Nei classifica como uma armação diabólica engendrada dentro do Centro Administrativo do governo. “Eu fui acusado e absolvido pela justiça, inclusive pelo próprio Ministério Público que entendeu não existir nenhum indício de extorsão, mas, uma cobrança legítima de dívida. Essa prisão foi maquiavelicamente arquitetada dentro do governo. Eles precisavam desqualificar as acusações que eu revelei no livro ‘A descentralização no banco dos réus’. São acusações fundamentadas com documentos que depois disso, passaram por perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP). Agora, se havia alguma dúvida, elas deixam de existir pois as provas estão atestadas como verdadeiras e  foram inseridas no livro.

As contribuições da Transtusa e Gidion

Contrariado com aquilo que julga ser uma censura prévia de sua obra, Nei aproveitou para reinterar como eram captados esses recursos. “Armando Hess e o próprio LHS, indicavam as empresas em que nós deveríamos ir buscar o dinheiro. Era uma espécie de compra de apoio político. Ninguém investe ou dá nada de graça. Era uma via de mão dupla, onde quem “doava” o dinheiro, sem dúvida esperava algo em troca. Eram recursos utilizados para enaltecer a descentralização  que visava a reeleição de Luiz Henrique”, avaliou Nei.

As doações foram feitas em todo o estado, e em Joinville, os escolhidos por LHS e indicados a Metrópole pelo ex-secretário de desenvolvimento regional de Joinville, Manoel Mendonça, foram os empresários que detém a concessão do transporte público na cidade, Beno Harger, proprietário da Transtusa e Moacir Bogo, na época responsável pela Gidion.

Documento comprova pagamento feito por dono de empresa de ônibus à pedido de LHS, segundo Nei Silva, autor de ‘livro bomba’

Documento comprova pagamento feito por dono de empresa de ônibus à pedido de LHS, segundo Nei Silva, autor de ‘livro bomba’

Ele explica que nesses dois casos específicos, eles doaram a quantia exigida, mas, pediram para que seus anúncios não fossem publicados. “Tanto o Beno Harger quanto o Moacir Bogo, foram categóricos quando pediram para que o nome de suas empresas não constasse na publicação. Eles apenas contribuíram com o projeto pessoal do governador, já que possuem uma relação bastante estreita com LHS”, dispara Nei. Conforme documentos apresentados pelo autor do livro, Beno contribuiu com o valor de R$ 5 mil em dinheiro e Bogo efetuou um depósito de R$ 10 mil na conta da Metrópole.

ENTENDA

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Posted by on 23 de janeiro de 2013. Filed under Geral. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. Both comments and pings are currently closed.