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Tragédia em Santa Maria deixa evidente a importância do trabalho da fiscal
No último final de semana, o Brasil parou para acompanhar o drama vivido pelos habitantes de Santa Maria, 5ª cidade mais populosa do Rio Grande do Sul com cerca de 270 mil habitantes. O incêndio que atingiu a boate Kiss e matou, até o fechamento da edição, 231 jovens e deixou mais 118 feridas, sendo que 75 desta em estado gravíssimo repercutiu negativamente pelo país a fora e também na mídia internacional.
O incêndio na cidade gaúcha deixa no ar vários questionamentos. Além da falta de segurança em lugares que recebem grande quantidade de pessoas, as ações do poder público para evitar tragédias de grande porte também acabaram sendo colocadas em xeque.
O fato de a casa noturna incendiada estar com suas portas abertas mesmo sem ter o alvará de segurança traz à tona a importância do bom trabalho que deve ser feito pelos órgãos fiscalizadores das cidades brasileiras, ainda mais as vésperas de um grande evento como a Copa do Mundo.
Em Joinville, um exemplo de como deve ser a tarefa de fiscalização é a fiscal sanitarista Lia Abreu.
Por várias vezes, questionada e até criticada pelo seu “excesso de zelo” à frente da Vigilância Sanitária, Lia não mede esforços, “doa a quem doer”, como ela mesma faz questão de frisar, para vistoriar prédios públicos da cidade. Foi assim com os museus de Joinville e, principalmente, as escolas do município.
Não é a toa que ao final do ano passado, 18 escolas públicas (9 estaduais e 9 municipais) foram interditadas por Lia.
Edificações antigas, com madeiras podres, tetos desabando, infiltrações, problemas hidráulicos e até redes elétricas expostas só não estariam recebendo milhares de alunos da rede pública no próximo mês por conta do trabalho exemplar de Lia e sua equipe.
Em recente entrevista à Gazeta, Lia Abreu afirma que seu sonho era ser policial. “Eu queria uma profissão mais ativa, de fazer cumprir a lei, por isso acabei prestando concurso para ser fiscal”, afirma ela.
Apesar do esforço em manter a segurança das crianças e adolescentes que frequentam as escolas do município, a fiscal sanitarista afirma que diariamente tem de lidar com o ‘amor e ódio’ dos pais. “Uma parte vê meu trabalho como ótimo, outros já não gostam porque o filho fica dentro de casa”, revela.