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Sentença foi da juiza federal Cláudia Maria Dadico depois de homem morrer por suposta falta de leito na UTI do hospital regional de Joinville
Na última semana, a juíza federal Cláudia Maria Dadico aceitou o pedido do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União, que cobrou, na terça-feira (22), uma punição mais severa ao secretário estadual de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira (PMDB), caso o Hospital Regional, em Joinville, volte a desrespeitar uma liminar que determina o atendimento de pacientes em casos de urgência e emergência, nem que seja na rede privada.
RESPONSABILIDADE DO ESTADO
A liminar obriga o Estado a garantir o atendimento e, se não houver leitos, arcar com os custos do serviço na rede privada. Além da multa prevista de R$ 5 mil, aplicada ao Estado para cada negativa de atendimento, o secretário Dalmo será intimado a arcar com multa de R$ 2 mil e estará sujeito à prisão, caso descumpra novamente a decisão.
A medida foi tomada depois que o paciente Raul Domingos dos Reis, de 43 anos, morreu na noite de segunda-feira após ficar 48 horas à espera de uma vaga na unidade de terapia intensiva (UTI). Raul, que sofria de doença cardíaca crônica, procurou o Regional no sábado à noite por causa de uma complicação relacionada aos rins.
Como não havia clínico-geral, o paciente foi encaminhado para o PA Norte, mesmo se tratando de um caso de emergência. Raul ficou aguardando por um leito de UTI, que só foi liberado perto das 19 horas de segunda-feira no Regional. Para a juíza, o episódio deixou claro que a liminar foi descumprida.
A expectativa, de acordo com o procurador da República Mario Sergio Barbosa, um dos autores da ação, é de que a multa, na figura do gestor, force o poder público a cumprir a decisão judicial. “Antes, a multa saía dos cofres públicos. Agora que a multa vai sair do bolso do secretário, espero que eles parem de negligenciar a saúde pública em Joinville” salienta o procurador.
Outro lado “Eu não fui notificado ainda da decisão, mas o Estado foi. E vamos cumprir a determinação”, afirmou o secretário da Saúde.
Com agência