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Suspeitos de participar de atentados são presos

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Reportagem: Dinilson Vieira

Os comandos das polícias Civil e Militar e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em Joinville, divulgaram, no final da tarde desta quarta-feira (6), a prisão de cinco homens presos em operações que ocorreram durante todo o dia. Ele são suspeitos de participar de ataques criminosos na cidade nos últimos cinco dias. As prisões foram feitas após mandados expedidos pela Justiça.

Todos foram detidos em suas casas e não houve resistência. Um sexto suspeito foi preso em flagrante por acaso, acusado de vender drogas. Dos cinco detidos –todos suspeitos de participar de ações para incendiar ônibus e praticar atentados contra bases da PM (Polícia Militar) e delegacias da Polícia Civil–, apenas Carlos Jardel, o Badalo, foi capturado em São Francisco do Sul (226 km de Florianópolis).

Os demais foram presos em Joinville. São eles: Antonio Rubens dos Reis, o Polaco, Rafael de Oliveira, Ademir de Borba e Fábio Correia Wress. O sexto suspeito detido por acaso é Jeison William de Oliveira, que seria filho de Rubens. “Há indícios de que os cinco têm relação direta com os atentados cometidos em Joinville”, disse o delegado regional Dirceu Silveira Júnior.

“Existem também indícios de que todos têm ligação com o PGC [Primeiro Grupo Catarinense, facção criminosa que age dentro e fora dos presídios catarinenses]“, disse o promotor público Assis Marciel Kretzer, coordenador do Gaeco.

Os mandados cumpridos foram de prisão preventiva. Todos os detidos possuem passagens policiais por crimes que vão de porte ilegal de arma à formação de quadrilha.

O coronel Cantalício de Oliveira, comandante da 5ª Região da PM, disse que um dos detidos guardava um rádio receptor que sintonizava as ondas da PM e da Polícia Civil. “Estava em posse de Rubens dos Reis”, disse o oficial.

Ainda foi apreendido um maçarico que seria usado para arrombar caixas eletrônicos, segundo a polícia.

O delegado Dirceu afirmou que a possibilidade de os suspeitos detidos terem cometido os atentados em represália contra acusações de tortura sofrida por presos do Presídio Regional de Joinville, em 18 de janeiro último, é investigada.

“Isso é por conta da DIC [Divisão de Investigações Criminais da Central de Polícia de Joinville]“, afirmou o policial.

Ataques

Nesta segunda onda de ataques –a primeira ocorreu no final do ano passado, a Polícia Militar registrou 61 ataques em 19 municípios catarinenses. As últimas seis ocorrências foram registradas entre a noite da terça-feira (5) e a madrugada desta quarta.

Em Chapecó (630 km de Florianópolis), no oeste do estado, a casa de um agente do Presídio Regional local foi alvo de uma bomba. Não houve feridos. Na cidade, por volta da 00h30 desta quarta-feira (6), um ônibus do transporte coletivo foi incendiado.

Indaial (168 km de Florianópolis) também entrou na lista dos atentados. Ainda na madrugada desta quarta, coquetéis molotov foram jogados contra a garagem de uma empresa. Um ônibus foi destruído e o fogo acabou controlado. A ocorrência foi por volta da 1h20 e também não apresentou feridos.

Fonte: Uol

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Posted by on 7 de fevereiro de 2013. Filed under Destaque. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. Both comments and pings are currently closed.