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Responsável por fiscalizar e cobrar questões de segurança e higiene de empresas e órgãos públicos, a Vigilância Sanitária de Joinville está sofrendo dos mesmos problemas que levaram inúmeros estabelecimentos à interdição. Os servidores reclamam há anos das péssimas condições do prédio e da falta de material básico para trabalhar.
A fiscal Lia Abreu, que fez várias denúncias sobre a condição do prédio localizado na rua Henrique Meyer, no Centro, desde 2010, está a um passo de passar o lacre e acabar com o impasse que dura anos. Segundo Lia, o forro está caindo, há pessoas trabalhando no sótão por falta de espaço, em ambiente extramente quente. Nas paredes, é possível perceber umidade.
Se não bastasse isso, os funcionários estão até sem material para trabalhar. Imprimir um alvará sanitário não é uma tarefa fácil, já que não há mais o formulário. Os servidores improvisam com sulfite.
Até a fiscalização está comprometida. Há poucos servidores, precisaria de mais três para dar conta de monitorar a cidade inteira. Com equipe reduzida, a situação piora por falta de deslocamento. Há carros, mas sem motoristas. Os fiscais são proibidos de dirigir.
Sem ter como sair, desabafa Lia, não dá nem para colocar em dia a parte burocrática da fiscalização. Não há mais local para colocar arquivo e nem para guardar o material. Todo esse incômodo é resumido pela fiscal como um só problema: o prédio alugado pelo ex-prefeito Marco Tebaldi e que custa aos cofres públicos todos os meses R$ 13,9 mil. Ela não sabe o motivo de até agora não ter sido trocado.
“Ninguém falou nada. Essa turma que está na Saúde é a mesma que estava na gestão do Tebaldi. É um grande descaso. Não tem condições de ficar trabalhando num ambiente insalubre. É brincadeira”.
Lia Abreu deu como último prazo o dia 15 de abril. Caso não seja feita a troca, o lacre comum de se ver nas escolas municipais e estaduais vai ornamentar mais um prédio público: o da própria Vigilância Sanitária.
A gerente da Unidade de Vigilância em Saúde, Jeane Vieira, explica que a Secretaria Municipal de Saúde está buscando um local para readequar ‘esse pessoal’. Ela admitiu que há a necessidade da troca de prédio, para um local com mais espaço e com acessibilidade.
“Tem um imóvel na área central para alugar para levar outros setores”.
Jeane garante que há dois espaços sendo mapeados. O primeiro é um imóvel já alugada pela prefeitura, onde é o Pronto-Atendimento Psicossocial, perto do Shopping Mueller, ou buscar um novo local. Ela acredita que neste primeiro semestre consegue adequar.
Já com relação à falta de papel cartão para a impressão dos formulários de alvará, a gerente afirma que já comprou emergencialmente há 15 dias.