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A precariedade do sistema prisional brasileiro foge da sua principal finalidade que é a reinserção daqueles que violaram a lei. Ao contrário, as cadeias do País aumentam ainda mais o número de violência que é provocada a maioria das vezes por pessoas que já cumpriram algum tipo de pena.
Além de perder o direito à liberdade, os detentos perdem outros direitos que não fazem parte dela, passando a ter, em alguns casos, um tratamento execrável e a sofrer castigos que acarretam na degradação de sua personalidade e de sua dignidade.
Os recentes ataques arquitetados por facções criminosas que assolaram Santa Catarina serviram para trazer à tona a realidade que há tempos se faz presente nos presídios do país.
A preocupação com este barril de pólvora, em que se transformou o sistema carcerário, sempre esteve presente na vida do juiz joinvilense João Marcos Buch.
João Marcos tenta reverter o quadro caótico da carceragem da maior cidade do Estado. Nem que para isso, tenha de tomar decisões polêmicas como a soltura de detentos (menos criminosos) por falta de vagas no presídio ou conceder liberdade provisória para um criminoso preso que não compareceu a audiência por falta de viatura para conduzí-lo ao Fórum.
Exemplo a ser seguido, João Marcos Buch sabe que ressocializar um condenado é necessário. Tratar presos como bichos enjaulados apenas incentiva os detentos a formarem uma verdadeira escola criminosa dentro da cadeia.